Um bom líder, pouco faz para aparecer.

Liderança!

Conta-se que um homem foi à procura de um famoso mestre em busca de conhecimento para a sua iluminação interior. Ao chegar na casa do mestre, expôs o motivo pela qual se encontrava ali. E se pôs a falar ininterruptamente dos lugares por onde passou, dos mestres que já encontrou e do que pensava sobre a vida.

Enquanto este homem falava, o mestre começou a servir a xícara de chá destinada ao homem falante até encher. Mesmo depois de cheia, continuou a servir, fazendo transbordar chá da xícara. O visitante, surpreso com que vê, julgando estar à frente de um velho caduco, interrompe a conversa e chama a atenção do mestre: O senhor não percebe que está desperdiçando o chá? E o mestre: E tu está desperdiçando teu tempo comigo. Diante do tanto que falou de ti e do que acreditas, penso que eu, na minha humilde sabedoria, não tenho nada para te ensinar.
Utilizo este conto aqui para reforçar o quanto é importante assumirmos uma atitude humilde, portanto, aberta ao aprendizado e ao saber. trabalho-em-equipe

Sabedoria é um paradoxo, passam-se os anos e concluímos que não sabemos nada sobre as coisas da vida e sobre nós mesmos. No entanto, contrariando esta natureza paradoxal que é a sabedoria, fomos moldados a partir da crença de que devemos ser auto-suficientes a ponto de acreditar que sabemos de tudo e que, portanto, não necessitamos da ajuda de ninguém.

Deste modo, incorporamos o hábito da perfeição que nos exige, a todo o momento, uma postura rígida e alerta para não errar ou falhar.  Ao viver assim, bloqueamos a nossa espontaneidade, a criatividade e a leveza na vida. Haja dor e tensão no corpo!

Não existe estímulo maior para um ser humano sentir-se pertencente e atuante numa equipe, em outras palavras, sentir-se valorizado. Por isso, equipes de alta performance são aquelas em que a liderança estimula a autonomia em seus liderados, pois o êxito de qualquer projeto depende das soluções apresentadas. Tais equipes necessitam de um líder que sabe que não sabe de tudo e que acredita que quanto mais pensadores competentes ao seu redor, maiores as chances de êxito nos empreendimentos. E, conseqüentemente, menos trabalho para ele!

Equipes com baixo desempenho sofrem da “sindrome de chefite”, cujos sintomas se apresentam em forma de apatia, desânimo, medo e falta de criatividade, pois possuem um chefe centralizador e, não raras vezes, agressivo.
Uma pessoa que maltrata seus liderados, na realidade, esconde por trás da máscara da bravata muita insegurança, carência e medo de perder o controle sobre as pessoas. Para manter o poder é capaz de articular jogos de intrigas visando “fritar” alguém que julga ser uma ameaça ao seu status quo.  Trata-se de um verdadeiro idiota afetivo.
Um bom líder assume que não sabe de tudo, e por isso, não tem um pingo de constrangimento em assumir tal ignorância. Sua competência é saber motivar os talentos e coordenar as linhas de ação da equipe sem medo ou receio de que alguns destes talentos venham a lhe ameaçar o seu lugar.

liderança

Líder é aquele que se esforça para dar o pontapé inicial deixando o resto da partida por conta da equipe. Quase não aparece, pois confia na eficácia da equipe.

Já o chefe se apresenta como o dono da bola e que, por isso, a equipe terá de agüentá-lo durante a partida toda com ele jogando no time.  E como se não bastasse, fazendo o possível para que ele marque o gol, ou na pior das hipóteses, que ele seja pelo menos o melhor em campo.

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