Karatê: o confronto!

 

Karatê: o confronto!

A origem do combate desarmado perde-se no tempo do conhecimento humano, fazendo parte de mitos e lendas de muitas culturas em todo o mundo. Várias destas formas foram praticadas e aprimoradas na Índia, na China e em Okinawa, ao sul do Japão. Ilha na qual surgiu o Karatê, a luta de “mãos vazias”.

Desenvolvida a partir de embargos ao porte de armas (espadas) e da troca comercial/cultural com a China, esta Arte Marcial passou a ser praticada em segredo por causa da influência dos senhores feudais japoneses que tinham conquistado a ilha e, por isso, proibiam que o povo usa-se armas ou praticasse qualquer forma de luta.
Tais proibições, ao invés de minar o espírito guerreiro dos okinawenses os estimularam ainda mais a pratica marcial, de forma que podemos entender muitos aspectos da evolução do Karatê quando vemos que ele era praticado para enfrentar e derrotar samurais armados com espadas ou lanças.
Imaginemos por um instante a intensidade desse confronto: o Samurai aproxima-se de seu adversário sem hesitar. Ele sabe que naquele momento sua vida está em jogo e se tiver que morrer, que seja uma morte honrada. Mas apesar de o Samurai avançar com determinação, segurando firme nas mãos sua Naguinata, o camponês a sua frente o encara olho no olho. Mesmo desarmado não recua um só passo. Ao contrário, mantém uma atitude ao mesmo tempo serena e austera. O clima ao redor ganha eletricidade. O Samurai assume uma postura de ataque, mantendo sua arma em prumo. O camponês abaixa suavemente o quadril ficando em uma base muito firme. Seus pés parecem fincados no chão. A tensão chega a ponto de causar câimbras nos dois adversários quando se estudam imóveis. O Samurai ataca, com ímpeto! Como se fosse sua última chance. E simultaneamente o camponês faz seu movimento, passando a milímetros da grande lâmina de aço, como um raio, ele contra ataca aplicando um chute circular que atinge seu oponente na altura do pescoço causando morte imediata. Tudo em redor estremece com o brado de um vigoroso Kiai, enquanto nosso pobre camponês okinawano vê seu inimigo caído e vasculha os arredores, ainda em alerta prevenido contra um segundo atacante que por ventura tenha a má sorte de encontrar, este simples homem do campo, mestre de uma arte antiga chamada  Karatê.

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